Mílton Jung
Esqueça a lenda que tomou o noticiário sensacionalista anos atrás. Não pense no bicho que alavancou a audiência de programas de TV em fim de tarde. Este não existe mesmo. O “chupa cabra” aqui é um equipamento próprio para roubar informação de cartões de crédito que tem levado as agências de turismo a alertarem os viajantes que se preparam para chegar a África do Sul. Até agora não se ouviu falar em brasileiros sendo ludibriados desta maneira, mas como a maioria vai chegar nesta semana, é melhor ficar atento.
Nos caixas automáticos que servem para sacar dinheiro, o cliente passa o cartão e os dados, como número e senha, ficam gravados no “chupa cabra”. O equipamento depois é retirado e as informações ficam em poder dos bandidos. É uma espécie de “roubo à distância” praticado algumas vezes no Brasil também.
Existem algumas artimanhas para impedir o ataque do “chupa cabra”. Se for sacar dinheiro no caixa eletrônico, inicie a operação, cancele imediatamente e, em seguida, retome o procedimento de saque. Se na máquina houver o “chupa cabra” seu cartão ficará preso e você terá de avisar a administradora. Se soltar pode continuar a operação.
No restaurante, o golpe pode ocorrer nas mãos do garçom. Cuidado se ele lhe informar que na primeira tentativa houve falha. Dizem isto para fazer um segundo saque na conta. O melhor é pagar em dinheiro, recomendam os agentes. Como andar com montanhas de randes - o dinheiro local - pra lá e pra cá não chega a ser uma opção tão segura, também, a saída é ficar com olho bem aberto pra não ser vítima do “chupa cabra” e se transformar em personagem de reportagem policial na África do Sul. Se é para seus amigos lhe assistirem na televisão, diretamente da terra da Copa, melhor que seja comemorando uma vitória brasileira.

